quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Trechos da carta de Pedro Vaz De Caminha

Senhor:
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a
nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também
de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que — para o bem
contar e falar — o saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para
aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.
Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei
fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado. Portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo:
A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês,
entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali
andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito
mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da
ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.
Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com sua nau,
sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse. Fez o capitão suas diligências para o
achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais!
E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa,
que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos
diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os
mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira
seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos.
Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto
e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte
alto o capitão pôs nome
–
o Monte Pascoal e à terra
–
a Terra da Vera Cruz.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Romeu e Julieta


Romeu e Julieta

Romeu e Julieta é uma tragédia do escritor inglês Willian Shakespeare (1564-1616) escrita no final do século XVI. A obra de dramaturgia relata a história de amor entre Romeu e Julieta.
Romeu e Julieta representa um dos maiores clássicos da literatura mundial e uma das obras mais emblemáticas de Shakespeare.
Até os dias atuais o texto é encenado e possui diversas paródias. São filmes, músicas, poesias, pinturas, todos inspirados na obra de um dos maiores atores britânicos: William Shakespeare.
Romeu e JulietaRomeu e Julieta, obra de Frank Dicksee (1884)

História: Resumo

Romeu e Julieta, são os protagonistas dessa história de amor. Eles se apaixonam perdidamente. No entanto, ambas famílias tem uma longa história de disputas. Romeu, que pretende casar com Rosalina, muda de ideia quando conhece a filha única dos Capuleto. Após o encontro, eles decidem se casar.
Eles se conhecem num baile de máscaras que ocorreu na cidade de Verona (Itália) e logo se apaixonam. Entretanto, eles desconhecem suas origens, ou seja, nem imaginam que aquele amor pode causar muitos problemas.
Com a esperança das famílias se entenderem, Frei Lourenço, amigo e confidente de Romeu, realiza secretamente o casamento dos jovens. Uma das peripécias da obra é o duelo que ocorre entre Teobaldo, primo de Julieta, Mercúcio, amigo de Romeu, e o próprio Romeu. Como resultado dessa briga, Teobaldo e Mercúcio morrem.
Dante disso, o príncipe de Verona decide exilar Romeu da cidade. No entanto, Romeu aparece durante à noite e se encontra com sua amada Julieta. Nesse momento, eles tem uma noite de amor. Julieta que está prometida por Páris, um jovem nobre e parente do príncipe, tenta adiar a data do casamento, porém sem sucesso.
Desesperada com esse fato, Julieta decide pedir ajuda ao Frei Lourenço. Ele lhe oferece uma bebida que supostamente parecerá que está morta. Com isso, ele manda uma carta ao Romeu, que ainda está exilado, para revelar seu plano e unir definitivamente o casal.
Todavia, Romeu não recebe a mensagem do Frei e por seu criado Baltasar fica sabendo da "morte" de Julieta. Inconformado, ele compra um veneno em um boticário. Vai até a cripta da família Capuleto, onde está o corpo de Julieta. Ali, ele encontra com Páris, o futuro pretendente de Julieta. Eles chegam a lutar e Romeu o mata.
Após a morte de Páris, ele toma o veneno. Quando Julieta desperta e compreende que Romeu tomou o veneno, ela se mata com o punhal de seu amado.
Por fim, proibidos de viverem essa história de amor, eles escolhem a morte. Diante disso, as famílias que antes viviam em discórdias, passa por um momento de paz.



Trava-Línguas

Trava-Línguas são um tipo de parlenda, jogo de palavras que faz parte da literatura popular. O trava-língua é uma frase difícil de recitar em decorrência da semelhança sonora das suas...
  1. Num ninho de mafagafos há sete mafagafinhos. Quando a mafagafa gafa, gafam os sete mafagafinhos.
  2. Trazei três pratos de trigo para três tigres tristes comerem.
  3. A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha.
  4. O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.
  5. Se percebeste, percebeste. Se não percebeste, faz que percebeste para que eu perceba que tu percebeste. Percebeste?
  6. O Rato roeu a rica roupa do rei de Roma! A rainha raivosa rasgou o resto e depois resolveu remendar!
  7. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
  8. O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.
  9. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
  10. Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro. O sapo batendo papo e o papo soltando o vento.
  11. A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.
  12. Fala, arara loura. A arara loura falará.
  13. Quem a paca cara compra, paca cara pagará.
  14. Bagre branco, branco bagre.
  15. A babá boba bebeu o leite do bebê.
  16. A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
  17. O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
  18. Chega de cheiro de cera suja.
  19. Concluímos que chegamos à conclusão que não concluímos nada. Por isso, conclui-se que a conclusão será concluída, quando todas tiverem concluído que já é tempo de concluir uma conclusão.
  20. Um ninho de carrapatos, cheio de carrapatinhos, qual o bom carrapateador, que o descarrapateará?

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Poema Luis Vaz de Camões: Amor é fogo que arde sem se ver

Luís Vaz de Camões

PORTUGAl





Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                           Luís de Camões
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O que é Classicismo:

  Classicismo foi um movimento de renovação artístico literário que surgiu na Itália, no século XVI, durante o movimento renascentista, que tinha o significado de renascimento das obras da Antiguidade Clássica da Grécia e de Roma.

  Os artistas e intelectuais renascentistas consideravam a Antiguidade Clássica greco-romana como um exemplo a ser seguido, porém não se limitavam a imitá-la, buscavam criar obras originais que representassem as aspirações de sua época.
O Renascimento começou na Itália e se espalhou por outros países da Europa. Os abundantes vestígios materiais da antiga civilização existente em toda a Itália serviram de fonte de inspiração e estímulo para os artistas desse movimento.  O Renascimento é considerado o marco inicial da era moderna.

 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Questão 1
Leia o poema a seguir:
Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 
É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se e contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 

Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

Luís Vaz de Camões
Quanto a sua forma, o poema de Luís Vaz de Camões é
a) um soneto
b) uma elegia
c) um madrigal
d) uma écloga
e) uma ode.
          Resposta:




Alternativa “A”. Luís Vaz de Camões foi um dos mais importantes sonetistas da literatura em língua portuguesa. O soneto é uma forma fixa composta por quatro estrofes: dois quartetos (estrofes compostas por quatro versos cada) e dois tercetos (estrofes compostas por três versos cada)




Questão 2



Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em  cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias
Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. Sua “Canção do exílio” pode ser considerada tipicamente romântica porque
a) apoia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana; emprega figuras de ornamento, até com certo exagero; evidencia a musicalidade do verso pelo uso de aliterações.
b) exalta terra natal; é nostálgica e saudosista; o tema é tratado de modo sentimental, emotivo.
c) utiliza-se do verso livre, como ideal de liberdade criativa; sua linguagem é hermética, erudita; glorifica o canto dos pássaros e a vida selvagem.
d) poesia e música se confundem, como artifício simbólico; a natureza e o tema bucólico são tratados com objetividade; usa com parcimônia as formas pronominais de primeira pessoa.
e) refere-se à vida com descrença e tristeza; expõe o tema na ordem sucessiva, cronológica; utiliza-se do exílio como o meio adequado de referir-se à evasão da realidade.
         Resposta:
Alternativa "B"

               
Criadoras da Página

Aluna:Beatriz Calixto
 



Aluna: Brenda Hellen Gomes